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Epigrafe de Luz

O tempo chegou meu bem,
foram tantos verões mas tudo um dia termina:
flores, recordações, seu passos, seus sonhos…
Tudo tão bom, mas tudo tem um término.
Por mais linda que seja a estrela,
por mais azul que sejam os oceanos,
por mais pássaros que existam nos céus,
tudo termina.

Hoje eu saio na varanda e não tenho
as mesmas cores como tinha com teus olhos.
Meu beijo não busca outros,
nem sonho mais.
Tudo pode parecer tão triste, mas não,
a vida é simples, curta e séria.
Apenas uso o que ela me oferece,
pois qualquer pérola tem seu brilho
enquanto existir luz.

Me deito e no escuro profundo eis que te vejo:
roupa branca, olhos negros, pele clara,
distante, quieta a me olhar.
Pode ser apenas um sonho do meu inconsciente,
mas eu te vejo e isso me consola,
pois as horas me prendem,
as lembranças cortam minhas asas
mas meu coração continua uma criança.
Uma simples folha de papel ao vento,
um simples choro de criança,
um simples beijo da sua mãe, que de tanto
te amar, te fez ao mundo e deixou o vento te levar.

Meus olhos podem não ver além do que alcanço,
mas ainda sou uma criança em busca de um sonho,
de um sonho de amor ou um sonho de verão.
Fomos dois corações, duas almas a sonhar,
dois tempos a alcançar. Mesmo nessas palavras
sei que está a me dizer: que de tudo no mundo
fica apenas o que podemos sentir, levar,
eternizar. Me espere, logo estarei com os anjos,
com você, em mais um dia de Luz.
 

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Beto Nunes
14/01/2011