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NO CALOR DO TEU REGAÇO SOÇOBREI

[Ilustração não carregada]

O apelo da carne falou mais alto
E eu me deixei levar.
Embevecido com tua beleza
E a atração do teu corpo escultural,
Fui envolvido por teus braços
E no calor do teu regaço soçobrei.
 
Agora desperto de um longo sonho,
O que aconteceu eu não sei!
Vejo cama desarrumada, roupas espalhadas,
Sinto um cheiro de sexo no ar
E em teus olhos um brilho de fazer inveja à lua
E tu na cama em desalinho peito arfante e nua.
 
 Não sei até onde chegaram nossas loucuras,
O quanto tu se deste e eu me dei,
Mas sei que ultrapassamos pudores.
Sei que alcançamos prazeres inebriantes
E ainda embriagado na volúpia do desejo,
Sinto espasmos só em pensar nos teus beijos.
 
Porque não começamos tudo se novo?
Agora mais calmos e com muito carinho
Deixando as coisas acontecerem sem voracidade
Para depois termos o que lembrar e sentir saudade.
Envolva teu corpo no meu e olhe nos meus olhos
E vamos da cama ocupar todos os espaços.

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É preciso ser muito forte para resistir o apelo da carne. É como um maremoto que quando vem leva tudo de roldão e não há como resistir. Não sei se é amor ou paixão e chego a acreditar que é paixão por ser tão avassaladora, porque o amor é mais tranquilo e coerente. Sentindo a saudade do que fui.

Ubirajara Fernandes
13/01/2011