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A MORTE

Hoje eu tive um sonho estranho. Sonhei que estava sendo acordado pela morte. Foi amor à primeira vista: amor, daqueles antigos, de mandar flores e fazer serenata. Ela me acordou sorrindo. Esfreguei os olhos, ainda sonolento, olhei minhas roupas jogadas no chão e um filete de vomito no colchão. Resquícios do porre da noite passada. Ela olhou-me com os olhos esbugalhados e me perguntou.

--- Esta sozinho?

Um tanto incrédulo, olhei em direção ao nada e respondi, ainda deitado.

---Sim, eu estou sozinho.!

A danada, como toda mulher safada, sorriu e deitou-se ao meu lado. Senti um calafrio percorrer o meu corpo. Olhando-me de cantinho, voltou a perguntar.

--- Quer a minha companhia?

Em um salto felino, pus-me em pé e retorqui.

---Não posso, ja tenho uma companheira.

Amorte, sacolejando o seu corpo, se é que aquele amontoado de ossos pode assim ser descrito, tornou a mim.

---Posso saber quem é?

Eu sorri abertamente e respondi

---Claro! È a VIDA! Mas não perca as esperanças, continuei, um dia seremos eternos amantes.! Agora tenho que aproveitar essa mulher maravilhosa que se chama VIDA.

A morte, mais do que depressa, desapareceu por entre nuvens escuras.

O despertador do meu celular tocou, mais um dia se iniciava, e eu estava de bem com a VIDA.

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claiton c. vasconcelos
05/01/2011