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Minha Lástima

Haverá o dia em que eu direi quisto foi necessário?
Cansei de falar sem ser ouvido
Cansei de ajudar e ser inimigo
Não posso mais gostar sendo odiado
Não aquento perder sem nunca ter ganhado
Estou cheio de chorar por tal motivo
Estou cheio de sorrir sem motivo
Aprendi que não sou quem eu achava
Aprendi que sou quem eu mais odiava
Nada mais me faz feliz
Nada tenho do que eu sempre quis
Meu olhar não palia minha lástima
Ladro sem ser temido
Vejo sempre e nunca sou visto
E por devaneio, tenho que agüentar isso
Da terra sou o ar
Do ódio, o desejo de amar
Da perfeição sou a parte que não presta
No deserto sou dele sua imensa floresta
Da dor a parte mais alegre
A embriaguez daquele que não bebe
Meu cruzeiro indica pro norte
Da vida sou o desejo da morte

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Luiz Von Souz
23/08/2005