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VEREDA

Tentei atar as pontas desta vida

Puxar o pesado carro de sonhos

Prender os impossíveis, todos soltos,

Nascer em Terra Prometida.

Ver o céu se abrir com seus arcanjos,

Escutar inéditas sinfonias,

Cuspir veneno e vomitar mentiras,

Despir costumes, regras e fobias...

Saltar, voar como qualquer rola

Crescer, criar num astral perfeito,

Olhar de amor, dor nenhuma assola...

Não vê cativos, trevas, nem defeitos...

Comer o ar como se eu fosse a brisa,

Nadar o mar, ser Infinito ardente...

Crescer humilde, mas bela tal semente,

Que aduba, enfeita, dá...mas nunca pisa.

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Elisabeth Camargo Martello
30/11/2010

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