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A TEMPESTADE

 
A TEMPESTADE
Por: William Vicente Borges
 
A tempestade cai
E eu da janela observo
Os relâmpagos
A água do céu
As nuvens cinzas
 
Por quantas tempestades passei
A minha vida foi se prolongando
E eu nunca me dei conta
Dos dias de sol e felicidade
 
A tempestade cai
A rua está deserta
A mente sim, povoada
De lembranças
Gotas de tempos vividos
 
Vividos como tempestade
Sem se dar conta
Dos momentos desequilibrados
Com jeito de certeza
Mas que certeza não era
Mesmo com bonança
 
A tempestade cai
O chá na minha xícara
Solta sua fumaça
O computador desligado
Com uma poesia inacabada
 
A tempestade vai passando
A calma vai chegando
Sobra o barulho sereno da enxurrada
Carregando o que pode
Resíduos da chuva
 
E eu aqui remoendo
Meus próprios resíduos
Que veio com a enxurrada
Das memórias doces e não
 
A tempestade parou
As nuvens desaparecem
O sol sorri
E minha vida continua
Se prolongando, passando
Pelas tempestades
Sem se dar conta
Um caminhante aparece
Depois um cão vira-latas
Crianças fazem pequenas “represas”
Suas mães gritam reclamando
Os pássaros cantam nas árvores
O “arco” aparece no céu.
 
Vou tomar meu chá
Ligar o computador
Terminar a poesia
Melhor seria:
 
Descer dessa caixa
E correr com os meninos
Fazendo “represinhas”
E se alguém me chamasse de louco
Eu diria simplesmente:
 
__ A tempestade passou!
 
 
...........................
Primavera de 2011
 
 
 
 
 
 
 
 

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WILLIAM VICENTE BORGES
27/11/2010

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