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NA MACIOTA

mesmo a dor lamentada
cantada como réquiem
 em despedida amarga

deve ser cortejada
como uma dama
um par na dança

embalada nas lágrimas
do questionar
passos e gingos dançantes

mesmo a parceira aziaga
não há de ser molestada
lastimada, denunciada

como feridas abertas
chagas moribundas
têm que ter um charme

um quê de mistério
uns versos reversos
chorando, rindo, dançando

levando a vida
em altos e baixos
alegrias e cansaços...

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EDILOY A C FERRARO
21/10/2010