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Coração anárquico


 


Eu preciso me deixar qualquer dia
Sem domínio de instinto e natureza,
Pois o viver em minha alma retesa,
Na minha face existência vazia.
 
Assim sacio uma vontade tardia,
Sem haveres, ofícios e certezas,
E indenizo o desatino, surpresas,
Desvelo,  caprichos à revelia.
 
Muitas vezes quero menos de mim,
Por cansaço, desse enfado por conta,

De viver menos a esperar sinais.

 
E minha incúria dedicou-me um fim:

Que eu implore um auspício que desponta,
Antes que a esperança não  atenda mais.
 
 

 

 

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Elias neri
30/08/2010

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