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MEIA NOITE ,À MEIA LUZ


MEIA NOITE...
            À MEIA LUZ!
 
Ambiente à meia luz
A mesa em desordem
Papéis velhos rasgados...
A taça de vinho tinto
Mãos trêmulas e vazias
Um poema inacabado.
 
Lembranças que afloram
A busca pela palavra
Inspiração quase morta
O suspiro evidente
Mais uma taça – outra mais...
O olhar naquela porta.
 
Outro verso incompleto
Mais uma folha rasgada
O pensamento sustenta
O vinho – mente embotada...
Pranto tolhido no peito
A razão que se ausenta.
 
Taça de vinho vazia
A saudade alucinante
Mente desorientada...
O poema sem final
História que não se escreve
Fundo do poço... Mais nada!
 
(Milla Pereira)
 

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Milla Pereira
15/08/2010