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ACORDES DA NOITE ...

[Ilustração não carregada]

A poesia dorme nas nuvens,
 
num dia sem sol
 
Enclausurada no tempo frio
 
Se espreguiça
 
Presa no abismo do vazio
 
Da estação cinzenta
 
Manhãs de frio
 
Tardes congeladas
 
Nublado insistente
 
Uma cor sem cor
 
O andar sem rumo
 
Mãos e luvas
 
Suplicam pela chegada da noite
 
Dia escuro
 
Noite clara
 
A névoa se alastra
 
Fumaças oníricas
 
invadem o horizonte
 
desce a noite
 
sem pressa
 
como descem as cortinas
 
dos teatros...
 
levemente maliciosas
 
Vermelho sedutor
 
Instintos à espreita
 
O charme da cantina
 
Conhaque, vinhos e licores
 
Velas acesas
 
Falsos amores
 
Paixões sem sabor
 
Cartas sobre a mesa
 
Espelhos distorcidos
 
Refletem a vida
 
Mascarada tristeza
 
Existência camuflada,
 
se esconde
 
Surgem os vapores
 
Cheios de inspiração
 
Meus poetas se soltam
 
Vagam na noite
 
No azul noite da boemia
 
As letras brindam, com teimosia
 
Fantasia e realidade se mesclam
 
Nos matizes da dança das idéias
 
Onde os versos nascem,
 
crescem e cantam ...
 
são  sons de esperança
 
que na madrugada definham
 
e ao raiar do dia desaparecem
 
IMAGEM - GOOGLE

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14/08/2010