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UM ACENO, UM ADEUS...

Apenas um gesto, tudo mudou...
O céu já não representa mais a sua grandeza,
Os pássaros mudaram o seu canto, e algo
levita no ar, já sem a intensidade do seu calor.
Com os olhos inundados sem esperanças, mal posso
enxergar o vulto do adeus...
Meneio a cabeça de um lado ao outro, e regresso nos degráus
que um dia foram escalados pela força da inocencia.
Pobre vida, que deu lugar `a mais profunda tristeza e fez da
solidão a sua companheira;
O que faz uma partida; dilacera até mesmo as entranhas da alma,
e as profundezas parecem abrir as suas portas.
Uma jornada sem volta, um abismo vitorioso, um coração vazio
um mundo sem nada...
Uma criança vendo ao longe, uma mancha...
Um aceno, um adeus.

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Uma viagem...sem volta. Aeroporto de Cumbica

GIZELDO BAPTISTA DE ALMEIDA
30/07/2005

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