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((1°)) vez com ((DeuS))

[Ilustração não carregada]

Certa vez, peguei a estrada sem destino, fui viajar pra lugar nenhum.


Sai da cidade, peguei uma estrada deserta e vazia, cheguei a um ponto onde já não havia mais nada a não ser eu, o carro a estrada, o asfalto e a imensidão do horizonte.


Era uma tarde de calor e claro dia, o asfalto derretia eu podia ver ao longe o vapor sair do chão e chegar a minha janela uma brisa quente que me fazia transpirar mesmo ao vento.


Eu fiquei intrigado e queria ver aquele vapor ali perto de mim, e então resolvi parar o carro, no meio do nada e a quilômetros de distancia de todos os lados eu ali parado olhando aquela imensidão não conseguia ver nada vivo além de mim e única coisa que ouvia era minha respiração.


Tentei ver aos olhos nus o vapor que saia do asfalto ali perto de mim, mas isso não acontecia, só conseguia vê-lo quando direcionava o olhar ao fim da estrada...


E percebi que não existia mesmo mais vida nenhuma quando erguia a cabeça e olhava aos lados...


Via somente aquela estrada longa a se perder na imensidão do horizonte, uma estrada linda, parecia de veludo, o carro flutuava sobre ela, eram apenas uma simples estrada conservada de mão dupla, e negra como piche com aquelas duas faixas amarelas ao centro reluzentes e continua, e o céu azul, tão azul, o azul mais lindo, como se fosse quase um turquesa, não havia nuvens era somente eu, a estrada e o céu azul...


Fiquei parado ali por horas sem saber que horas eram, fiquei paralisado esperando que algo acontecesse ou que alguma vida aparece por ali, nada, absolutamente nada aparecia nem parecia ter vida por ali, a não ser meu respirar, a estrada e o céu...


De repente naquele fim de tarde fui despertado e surpreendido por algo que me tirou toda a atenção do meu êxtase do prazer que estava vivenciando...


Naquele momento DEUS cuspiu ao longe no horizonte... DEUS cuspiu um vermelho sangue tão forte e mais belo vermelho que já havia visto... Em seguida, DEUS escarrou com toda a força dos seus pulmões, escarrou no horizonte um dourado, um dourado mais belo que o ouro... Esta duas cores se misturaram no meio entre a estrada negra como piche e o céu azul, foi rápido, foi apenas para me despertar, foi apenas pra que eu soubesse que existia algo ali que não somente minha respiração...


Naquele momento que estava vendo aquelas manchas lindas que DEUS jorrou ao ar no céu reluzindo lá longe linda, linda como se dirá, indescritível, era o mais belo por do sol, esculpido ao horizonte por DEUS.


Eu não queria acreditar e não queria que acabasse aquele momento que nunca havia vivido eu só queria que ficasse ali para sempre, mas foi aos poucos sumindo entre a estrada e ao céu que já não estava mais assim tão azul, fui indo junto tentando deixar continuar aquela imagem mais linda, mas não consegui, meus olhos se voltaram ate o ultimo minuto da aurora que havia me despertado e novamente me hipnotizado, quando enfim se findou DEUS novamente me despertou ele me viu chorar e ali ele chorou comigo, ele derramou suas lagrimas sobre mim enquanto minhas lagrimas também já escoriam por sobre meus olhos, DEUS chorou em chuvas, aquela chuva repentina que veio foi apenas pra eu ter a certeza de que ele realmente existiu um dia na minha VIDA...


São Paulo, 07 de julho de 10 – 05:13 am – Autor/Diario: Juscelino Alves Santos

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Edu Alves
12/07/2010