A vida nem sempre é bela!

Era bela,
ia à janela,
o autocarro andava
e ela fingia que não via
quem nela reparava!

Era bela!

O autocarro continuava
e ela sempre fingia
que não via quem mais a admirava!

Ia à janela,
era bela!

O autocarro andou,
andou e ao fim da viagem chegou
e ela com ele ao fim da vida!

Era bela,
era!

Agora,
descida do autocarro,
sem ir à janela,
vai na rua escondida,
a pé!

Era bela,
era,
mas já não é;
como a vida que nem sempre é!
..............xxxxxxxxxx.................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

Silvino Taveira Machado Figueiredo
© Todos os direitos reservados