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O Mago ( Coletânea de poesias do Autor da série Avalon)

[Ilustração não carregada]

Foi o mago à beira da montanha
Esperar
Em noite que precedia Lua em Virgem
Orar....
Cobriu a testa com seu manto
E como encanto
No oriente o sol fez nascer.....
Proclamou com ousadia seis vezes sua Dama
De pensamento posto chama
Com essência lavanda sentiu ao longe
A bela amante
Que de ouro e diamante
O leito reluzia à espera
Do amor florescer...
Veio então um som em dó harpado
Cujo gênio ornado de alteias e cajado
Jorrou a doce lavanda
No momento da mais pura oração
Homenagem à ninfa
No qual escravo seria um dia
Seu coração.....
A Lua prata foi seu guia
Pelos nove caminhos
Foi estão....
Tirou da mochila tília ,pérolas , açafrão
Novamente soou em fá sua harpa
Pedindo a Eros proteção.
Assim pela estrada,
Mais um dia se encerrou.....
Foram pontes , castelos e moradas
Atento a cada sinal dos elementos
Cujos talentos, somente ele
Poderia conjurar....
Veio então a primeira prova,
Do céu desceu poderosa águia
Sua varinha mágica fez girar
De imediato Rafael de asas azuis
Fez seu canto,
Para a jornada recomeçar....
O leão barrou-o na encruzilhada
E com seu punhal clamou Miguel
Bastou-lhe sangrar-lhe a fronte
E do vermelho sangue abriu-lhe a estrada....
Veio na terceira prova o Touro
Cego em amarela fúria
Desceu Auriel das alturas
E com doçura,
Fez do Pantáculo mágico
Escudo protetor.
Sorriu o mago com ardor
Pois era quase finda sua jornada
Se não fosse na estrada
O escorpião que o rondava.
Fez-se ereto com seu cálice ,
Clamou Gabriel valoroso guerreiro
Com sua espada de prata flamejante
O ser traiçoeiro retrocedeu.....
Assim se fez aberta estrada ,
Em busca da amada
Que logo seria seu fel.
Viu-se enfim ao final do caminho
De fronte a uma grande rocha de cristal
Cuja transparência refletia
Linda donzela que jazia
Inerte , fria , banal.....
Tremia de corpo e alma
Pela emoção da chegada,
Bendita amada ,
Que ora encerrava
A longa jornada,
De seu coração....
Levantou seu poderoso Cajado
De ferro Forjado
Dando início ao Ritual.
Clamou Marte cinco vezes
Untou-se com jarro ,menta, cânhamo,
Revestiu-se de pura chama ,
Mas o cristal não cedeu......
Assistia a tudo astuto cupido ,
Pediu então ao Mago ,
Sete vezes a Vênus interceder
Para o lacre transparente romper...
Sorriu enfim Afrodite ,
Disse a ele , triste desventura
A flecha o cupido
Em seu coração aventureiro
Haveria de penetrar...
Ferido e amargurado ,
Seu grito fez bradar ,
A mão em sangue
O cristal tocar.....
Quebrou-se então
A pedra e o encanto,
O mago atingido,
Sua Bela foi beijar...
Jazia ora ele frio e calado
Enquanto doce donzela fez despertar.
De seu primeiro olhar viu o mago
Que não sabia porque ao lado
Ele agora, seu amor fazia esperar.....
Tirou da jarra de alabastro
Ungüentos , lírios , murta ,
Mandrágora e rosa.
Num gesto ,medrosa
A ferida do amado acudiu....
Mas eis que com tristeza ,
Nessa bela história
Algo trágico aconteceu...
Do beijo que trocaram por horas ,
Desse amor inesgotável ,
Magma fluído
Surgiu......
Luz violeta encobriu o ato
Fundindo os corpos , sentimentos
Numa peça única de cristal....
Ficaram sonhos , novos caminhos ,
A espera do mago
Que no oriente sozinho ,
Venha em paixão e chama
Unir-se novamente
À sua adormecida Dama.....

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William José Carlos Marmonti di Gaeta
01/05/2010

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