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Vida Desperdiçada

Mediocridade, arrogância,
Cinismo, ignorância,
Ironia, petulância,
Essa foi sua adolescência,
Essa foi sua infância.
 
Falta de caráter, traição,
Muita confiança, excesso de compaixão.
Cegueira temporária, falta de iniciativa,
Atitude temerária, medidas agressivas.
 
Medo de ganhar, sem nenhum saber,
Querendo se afastar, tentando se perder.
Sem dinheiro, pagamento no ato,
Na sua primeira vez, sua falta de tato.
 
Garotas, “rock’n’roll”,
Sexo e drogas, isso apenas não bastou.
Bares, bebidas e conversas,
Ébrio estava, palavras controversas.
 
Família não havia, amigos não se importavam,
Na noite se acabava, seus anjos choravam.
Misture tudo isso, doenças e mal-estar,
Hospitais e remédios, o fim começava chegar.
 
No seu leito, deitado esperava o doutor,
Estava sem pulso, mas não sentia dor.
Nos seus sonhos, apareceu a morte,
Partiu dormindo, teve sorte.
 
Horário do óbito: duas e cinqüenta e três,
Vida desperdiçada, pela primeira vez.
Seus pensamentos diziam e se lamentavam:
“Aqui jaz aquele á quem jamais se importaram”
 
Assim foi a vida,
De uma alma ressentida,
De um ilustre desconhecido,
De um humano perdido.
 
Renascia menina,
Ainda com sua sina,
De desperdiçar sua vitalidade
Em erros sem moralidade.

Desta vez, queria ser notada,
Por muita mais que pela sua imagem deturpada.
Mal sabia que era acompanhada
Por suas vidas passadas.
 
E sua existência sucessivamente
Nada foi além de atos imprudentes.
E na teia de seu viver,
Acabou novamente sozinha a esmorecer.
 
Nada adiantará continuar dizendo
Como este ser continuará vivendo.
Fruto do carma...
Tal como Adsartha e Isarma.

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Para quem tambem admira o livro "A Queda de Atlantida" da grande Marion Zimmer Bradley, a homenagem merecida deste belo livro através dos versos deste humilde poeta

Luan Mordegane Pupo
18/02/2010