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Desculpe por ter te amado tanto

Eu sei que fui assim, alguém qualquer em sua vida. Passei em branco, te dei poemas, falei promessas, poucas lembranças…

Mas no seu corpo marquei história. Não disse adeus ou quase nada. Fiquei sozinho e por muito tempo, guardei segredos e ilusão.

Eu sou assim, tão coerente: ora me esqueço e nem sinto dor. Em outras vezes, tão complicado: cheio de mágoas, muito rancor…

Mas por favor, não leve a mal. Sou sonhador incompetente. Vôo tão longe, inconsequente. Esqueço do chão, de toda a gente.

Quero te ver, você não quer. Logo me deixa sem direção. Pra onde eu vou, o que faço agora? Alguém me ensine como viver, como sonhar ou te esquecer.

Desculpas vazias, lugares estranhos. O medo do amor, mentiras do mundo. Eu abandono meu corpo na chuva, quase não sinto enlouquecer.

Eu te encontro no meio da rua, escombros de obras tão demolidas. Passageiros sem destino, uma escola sem lição. Eu te dei minha vida, você me deu a solidão…

Aonde foi que percebemos que sem querer era um vício. Nossos erros se encontraram, surgiu então o desperdício. Tentei de tudo o que podia, mas era pouco e não sabia.

As horas passam devagar, nem sei ao certo aonde cheguei. Eu me perdi, você não quis. Só quis viver tudo outra vez.

Cansei de tudo, eu vou embora. Melhor partir para bem longe. Quem sabe encontro algum caminho que não seja até você. Alguém que diga “fique por perto, me conte o seu dia, não olhe pra trás, vê se me liga, um beijo e até mais”.

Mas antes adeus, lamento por tudo. Errei sem vontade, não foi por querer. Nós fomos amigos, parceiros em tudo. Só resta dizer não era pra ser…

Guardei meus poemas, fotos e cartas. Nem canto as canções que um dia te fiz. Desculpe por ter te amado tanto, apenas desejo que seja feliz.

Observo pessoas, ando nas ruas. Trabalho e faço da vida meu grande ofício. Paro e caminho, sem pressa ou razão. Levo na alma coragem e medo, vontade e dúvida, verdade, ilusão. Deixo em você o meu coração…

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Ácido Literário
11/01/2010