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SOCIEDADE BOVINA

 
Eu não sou daqui...
E vejo. E sinto. E faço. E procuro. E não encontro...
Não vim comprar briga
Não gosto de intriga. Não sou dessa liga...
Meu negócio é escrever.
(Mas o gado não deixa...)
E o meu tempo se acaba. E o mundo desaba, nas pastas do meu alazão.
 
Eu não sou daqui.
Mas o cheiro de gado entrou em minh’ alma. E chifrou minha vontade
E bancando o vaqueiro, no campo tão verde, eu mato a minha sede de vencer nesta vida.
(Mas o gado não deixa...)
Eu não sou daqui...
E eu que vim de bem longe. E cansei das loucuras. E casei-me
Fui laçado feito gado.
E agora com corda e concorde. Montando em cavalo. Faço parte e sou parte de uma sociedade bovina,
que somente elimina do seu circulo social
Aquele que não tem o bom cheiro de notas em bancos, palacetes e carros.
Faço parte e com que arte!...
(É que o gado não deixa...)
 
Eu não sou daqui
E no curral da minha vida
Campeiro da vontade de ser livre feito o gado
Pastando à vontade,
Fugindo feliz nos salões da “society”
Ou melhor, da fazenda Society
Meu negócio é escrever
Filosofar
Sou de outro mundo
Mas o gado não deixa!!!
 
BENEDITO C.G.LIMA   

 

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benedito c.g.lima
11/01/2010

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