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Toma

[Ilustração não carregada]



A barba cresce e polui o rosto
enquanto ouve o canto lírico dos orixás
e as vistas embaralham o olhar sobre as lentes,
da ótica imprecisa que vence a guerra.

Vivem alguns, outros morrem,
Tudo se resolve.
Mas ele carrega consigo as chagas poéticas,
feitas de aço, feridas a ferro, fundidas a vácuo,
misturadas a carbono 14.

E saiu depressa de casa
antes mesmo de escrever e engolir o remédio:
- Alívio instantâneo para o peito vazio -

Mas ele levantou as mãos para o céu,
pegou no ar um pedaço de papel de pão
e escreveu: - cerveja gelada, 50 graus GL.-
Bebeu e seguiu em frente.

Fez de sua poesia
Uma ode escrita: vale uma sobrevivência.
E sobreviveu com ela.

Em todos os Tons,
somos engolidos como em doses homeopáticas.
Mais um trago?
Não sei...
Pergunte a nossos amigos...

Mas do que necessita senhor?
Um si maior, por favor.

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Ricardo Abdala
21/10/2009