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SambaLUco

[Ilustração não carregada]


data de 23 de abril de 1973, segunda - feira. Menino Lu aos 16 anos, em pleno século XX numa de suas viagens pelo Brasil, de passagem ao sertão do Pernambuco.

Uma pexera cravada
Numa pedra quadrada
Vinda de onde?
Do nada.

Mas ali estava
em Serra Talhada,
no rio Pajeú.

E no botão de pegada
uma escrita gravada,
em letra dourada
e uma frase Crua.

Dizia: quem dali esse troço tirasse.
Homi só fosse, não bastasse,
Será o rei do Pajeú.

Menino Lu se adiantou
Foi até a pedra e puxou,
nem da força o cabra usou
a pexera dali arrancou,
Os boiadero saudou “- Muuuu!!!!”.

Esse o Rei, ai é o Lu !!

E por de lá ele falou:
Salve o rei Exu!!

E com duas cacetada.
Picou umas gueroba ajuntada
Lá do cerrado do Goiás,
estado de onde invinha.

E saiu muntado num cabrito
Lá pra São José do Egito,
Que de lá se ouviu um grito
De um repente em ode a tu.

Por lá declamou o que sabia
E subiu num jegue entre a folia
Rumo a Vitória da alegria,
Quis passar em Santo Antão.

No caminho sua pexera
Foi cortar o céu Dali,
E no meio a bebedera
Viu girafa, viu saci,
Ele inlinfante com pernas compridas,
Viu uma nuvem sacudir
e o mar cair no chão.

Entre a seca trouxe o rio.
Houve a guerra,
Trouxe a calma.

Uma pexera cravada
Numa pedra quadrada,
nem calango, nem urubu,
Vindo de longe.
Oxalufan.
Lu.

 

Homenagem ao arquiteto Lu de Laurentiz.

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Ricardo Abdala
09/09/2009

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