HOMENAGEM À MINHA FILHA

Filha minha, sou teu patrono genealógico,
Razão existencial dessa vontade de viver,
Sendeiro diáfano de um fado aletológico,
Divinal naco que deu vida a esse teu ser,

Juventude... quão não foi desventurada!
Capricho do destino que te fêz conhecer,
Pelos algozes, foste tu uma encarcerada,
E hoje, láureas triunfais cobre teu sofrer.

Despertaste o amor para uma nova vida,
Trilhas as veredas luzentes pelo merecer,
Auspício do Sublime que te fêz querida,
Seletas amizades que te fazem enaltecer.

As vicissitudes do seu ser não te abalaram,
Guerreira intrépida dessa vida sem saber,
Venceste o mal e a tua vitória aclamaram,
Exemplária lição que jamais vão esquecer!

Em tu’alma espelhas toda uma grandeza,
Perdão aos desafetos sempre hás de querer,
Ausentas-te das mágoas e de toda tristeza,
Tens da vida o que muitos desejariam ter.

Esposaste... foste ao enlace matrimonial,
Sê companheira constante... e podes ser...
Do seu amado, que tanto luta por um ideal,
E teus filhos, um dia, possam reconhecer.

Filhos... ah, teus filhos!... elos da tua paixão!
Espelhos de tu’alma que lhes vão enobrecer,
Farão da tua vida a mais fidalga realização,
Feliz o teu pai! Feliz a herança do teu ser!

Riva. 016