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Ao me deitar

[Ilustração não carregada]

EU, QUE CANSEI DE MIM,
DAS LIMITAÇÕES
E DO MEDO QUE AS IMPÕE,
NÃO SEI BEM O QUE FAZER,
NEM TÃO POUCO AONDE IR.
 
PEQUENO QUE FUI
POR TODA ESTA VIDA,
ESBARRO NA PAUSA
DE CONTEMPLAÇÃO
AO MUNDO DOS SONHOS.
 
HÁ TANTA GRANDEZA
E TANTOS CAMINHOS,
QUE MUITO PERGUNTO
POR QUE ME ESQUIVEI,
POR QUE, SÓ AGORA, DESPERTEI.
 
PEQUENO QUE FUI
POR TODA ESTA VIDA,
SERIA O BASTANTE
LEVAR A QUESTÃO
AO PAI DO DESTINO.
 
MAS TENHO CERTEZA,
POR MUITOS MOTIVOS,
QUE, MESMO CONFUSO,
EU VOU ME LANÇAR
E, ENFIM, VER A SORTE ME TESTAR.
 
SE CADA AFLIÇÃO FOR UM CHORO,
LÁGRIMA SIM, LÁGRIMA NÃO,
AINDA VOU.
E MAIS...
SE EU CHORAR, VOU AINDA MAIS...
 
ALÉM DO SABIDO, ALÉM DO PADRÃO,   
BOLIR EM TUDO QUE NÃO FIZ,
NO QUE NÃO VI, NÃO COMETI,
QUE, RESUMINDO, EU NÃO VIVI.
 
EU VOU COAGIR MINHA ALMA...
DIGA-ME JÁ, FAÇA-ME VER,
POR QUE EU VIM?
E MAIS...
AO RENASCER, DO QUE SOU CAPAZ?
 
RASGANDO FRONTEIRAS, ERETO E VELOZ,
SEM A MODÉSTIA QUE ME APRAZ,
EU VOU BRILHAR, SUPONDO QUE HÁ
FELICIDADE A ME ESPERAR.
 
 
Francisco Abel Mendes d`Almeida, em 2009.

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Cantou pra mim...

"Não diga que eu me perdi. Não mande me procurar. Cidades que eu nunca vi são casas de braços a me agasalhar."(Dominguinhos e Manduka) Na foto, Turma 81 da EPCAR.

Francisco Abel Mendes d`Almeida
21/07/2009