ESTIGMA DE UMA DOR

Estigma das minhas algias inexplicáveis,
Trilho as veredas do meu pretérito atroz,
Colho os frutos de pomares abomináveis,
Perfídia existêncial, silenciou-me a voz.

Minhas pocemas orbitais não fizeram eco,
Ao pertinaz universo que não pára de girar,
De onde vim... vou... sou um pouco babeco,
Do esquema cósmico, não quero questionar.

Se sou estrela triste, porque assim escolhi,
Para neste infinito refulgente querer orbitar,
Em outros planetas em evolução eu já vivi.

Mas neste mundo atual eu quero planejar,
Momentos felizes aos que tantos já sofri,
Para em outra vida, novo corpo apraziar.

Riva. 037

Este poema o autor tenta explicar que é um modelo de dores inexplicáveis, em razão de um passado um tanto quanto infeliz, chegando ao paroxismo de um silêncio para não mais querer de ele comentar. Não satisfeito com a sua tristeza de ignoto, grita ao céus, com as suas mágicas soluções, uma resposta que justificasse a razão de sua vida: para onde ia, vinha e o que fazia neste orbe, chegando, por metonímia, a compará-lo a um matuto, como que este nada soubesse as razões do mundo e do seu ser. Tais questionamentos, envolviam um desejo à compreensão de sua existência para que pudesse se preparar e buscar em outra oportunidade cármica uma vida mais feliz.

Em casa