DEZ DE SETEMBRO

Madrugada, dez de setembro, anunciava...
O luar em luz prateada a ermo espargia.
A estrela Dalva lentamente despontava.
Tudo era festa, a final um varão nascia!

Saudações, ouviam-se de toda a passarada
Com seus cânticos multifários, amanhecia,
Recanto bucólico para uma vida planejada,
Em outras esferas tal como su’alma queria.

Ouvia-se ao longe o restrugir da cachoeira,
Que entoava o coro nesta excelsa sinfonia,
Sob os ruídos harmônicos de uma figueira,

Que ao vento, folhas de amor se desprendiam.
Orquídeas odorantes mais perfumes traziam.
Homenagem sublime a uma vida que surgia.

Riva. 012

Nasci em dez de setembro, mais precisamente às 04:00hs. Naquela noite enluarada, a lua espraiavam seus raios prateados por todo aquele recanto com sintomas de bucólico. A cachoeira, quando menino, sempre convidava-me para um refrescante banho em suas águas cristalinas. O monjolo, beneficiando o café em polpa. O moinho artesanal, triturava o milho para o fubá. O pilão, a minha avó despolpava o café para a torra. A lendária figueira que diziam assustadora, se fazia majestosa diante da fitologia. O pomar com as suas multifárias espécimes de frutas era uma referência gustativa. O forno e o fogão à lenha, cozinhando a pamonha e o alimento saudável servidos nos sarais da casa grande. Tudo isto, compunha o cenário de um paraíso que chamava-se: BARRA DA INFÂNCIA, localidade onde este humilde poeta veio ao mundo.

Em casa