DEVANEIOS

Embalde te busquei, ó sempre musa!
Ao luar de um distante passeio onírico.
Ditosos sonhos de uma mente confusa,
Declínio fatal deste meu coração lírico.

Palavras... quantas não mas disseste!
Tudo em vão... meu coração vazio...
Dos teus lábios o beijo não me deste,
Pretenso desejo de um amor doentio.

Viajor de uma vereda tão malsinada.
Algias, foi tudo que desta vida recebi
Percalço de uma vida já desgraçada,

Caminhei em busca da terna amada,
Por toda existência... e só consegui:
Tristeza infinda, desilusão...mais nada!

Riva. 011

Neste poema, o menestrel fantasia uma busca em vão da amada que sempre a teve como fonte de toda sua inspiração poética. Diante do insucesso, expõe-se às lamúrias de um amor que não correspondido, alegando que trilhava por caminhos inditosos e que somente havia recebido da vida, a tristeza e a desilusão... mais nada

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