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Rotina da poesia feminina

[Ilustração não carregada]

Quantas vezes é interrompido o pensamento

Pela urgência do momento

Um filho quer colo

Precisa de aconchego

O marido quer atenção

Precisa de um chamego

O telefone toca de um jeito nervoso

A vizinha chora de modo pavoroso

Quer um conselho

Na esquina o cachorro late

Assusta o moço

Olho meu rosto vincado no espelho

O dia é só alvoroço

Será que está pronto o almoço ?

Socorro, a empregada queimou o feijão !

Não é possível... acabou o sabão !

Menina abaixa o volume do rádio

Não quero ouvir tão alta esta canção !

Mas até na urgência

Os versos se aglutinam

Em louvável e misteriosa cadência

As palavras se amotinam

Como bolhas de água fervente

Nasce assim mais uma poesia

Bem lá no fundo...

No interior da gente


                     * Úrsula de A. Vairo Maia *


* Favor manter a autoria do poema de acordo com a lei vigente no país, que assegura os direitos autorais.   

 

 

 

 

 

 

 

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Queridos amigos do site e visitantes,
Escrevi esta poesia em Junho deste ano, quando estava em casa pela manhã, tentando compor alguns versos em meu caderno de poesias, quando uma de minhas filhas reclamou minha atenção. Ás vezes, os versos emergem na mente quando estamos mais ocupados, cumprindo nossos afazeres diários e ainda assim podemos transformar estes acontecimentos em uma poesia que fale do nosso dia-a-dia. Foi o que tentei fazer por meio dos versos acima. Um abraço terno a todos que me visitam.

Úrsula Avner
20/12/2008