Site de Poesias

Menu

De você, Para mim

Há uma caixa posta há uma grande distância. (De mim)
Eu não sei o que ela guarda, mas eu sei que eu a quero. (Para mim)
Já não me restam dúvidas de que eu estou partida, mas eu estou inteira. (Por enquanto)


Houve uma clarão dourado e depois só choveu, sangue. (E meu)
Não havia pessoas mortas, mas havia nuvens vermelhas. (E eu)
Não há coisas o suficiente para satisfazer uma fome que não come. (Agora)

Há um céu escuro lá fora, ele despeja um choro. (Seu)
Há tantas luzes nesta cidade que eu mal sei quais são estrelas (Minhas)
E há tantas pessoas que a minha contagem de lágrima passou a contagem de corpos. (Seus)

Um momento para o choro virar sangue.
Dois momentos para o sangue virar ouro.
Três infinitos para o ouro virar morte.


É um castelo de areia onde eu jogo minha dor. (De B. para M.)
Centenas de quadros pintados, mas só um é você. (Para M. por B.)
Com caixas em todos os quartos, mas a angústia está em mim. (De você para mim)

Compartilhar

É um castelo de areia onde eu jogo minha dor.


03/12/2008

  • 0 comentários
  • 168 visualizações neste mês
  • © Todos os direitos reservados