florbela espanca

 
Fanatismo
Minhálma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és se quer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
 “Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."

Florbela Espanca

esse soneto me inspira até hoje desde a primeira vez que eu o li a 2anos atraz.
depois que eu li um livro dela me apaixonei e deixei
de "sonhar com os lhos abertos'.
vale a pena conhecer o trabalho dessa imensa mulher.
sara da silva de sousa
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