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Eloá

Fecho os olhos, mas não adianta
Aquela voz eu não consigo calar
Eloá, porque Eloá?
Insiste em repetir
Eu não poderia deixar de falar de ti, Eloá.
Poeta que sou não poderia me omitir.
Mesmo sem conhecê-la
Mesmo sem nunca vê-la
O sentimento faz parte de mim
Você se foi e a pergunta que fica
Que amor é esse capaz de matar?
Sei que o amor em ódio pode se transformar
Mas, custo acreditar
Que a morte fosse calar
Esta voz que agora no infinito se faz ecoar
Eloá porque Eloá?
Tanta coisa ainda por viver
O verdadeiro amor ainda conhecer
E agora mais nada apenas a imensidão
E o vazio que ficou para a família, amigos
Resta pedir ao bom Deus
Que console os seus
E te acolha bem.
Eu chego a conclusão
Eu prefiro acreditar
Que não era amor
Não um verdadeiro amor
Que suporta tudo até mesmo a dor
De doar a própria vida
Nunca ferir em nome do amor
Que amor é esse?
Não era amor era loucura
Amor verdadeiro
É recheado de ternura.
 

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"A falta de amor ao próximo, a violência cadenciada, um grito em cada esquina...a dor da perda, o desespero de saber que nada é feito e que nossas leis são absolutamente suaves,é uma profusão de sentimentos que muitas vezes nos faz calar as palavras! Mas, dentro do coração: alto e fortes batimentos..."

Trecho do comentário da Glória Salles

Edson Satler
21/10/2008