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TERNURA MACULADA

 
Criança nos teus olhos pequenos e redondos um lugar...
Na tua boca silenciosa e nua um cismar...
Na tua mão pequena e suja um vazio que cabe uma rogativa
Nos teus pés miúdos e nus uma pergunta
Criança na tua casa quatro paredes; e no interior delas
Todo o lugar do teu lar...
Criança no teu bairro a mesma fome
Que partilhas; com quantas bocas chegar
Criança na tua cidade, outras vaidades e a tua mesma estória
Criança no teu país a pátria escondida
Criança no teu planeta muitas fomes
Criança no teu grito, o igual grito das naus castrianas
Criança vede o tempo este afamado senhor
Artesão do entalhe, esculpindo teu futuro!
Vede criança o balsamo das minhas preces meu ultimo recurso
Vede criança teu sorriso que ainda espera
Vede criança esta fera domada que lambe tuas faces
Meus versos pudicos inúteis artifícios
Que em nada se compara ao teu sorriso de esperança!
 
 
 

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Um poema nascido da observação diaria das crianças, em especial as que perambulam pelas ruas, pedindo um minimo de respeito e carinho! Poesia escrita em minha casa!

Olimpio Cesario do Prado
18/10/2008