Site de Poesias

Menu

Os milagres do bardo

[Ilustração não carregada]

EM SILÊNCIO, RECRIO O LUGAR
ONDE O BARDO ME PÔS A MEDIR
SEUS VALORES E MINHA ADESÃO,
O CARÁTER DE SEU VERSEJAR.
 
AFOBADO, ENTROU SEM BATER,
FOI REGENDO AS MINHAS FUNÇÕES
E, MUNIDO DE UM BEIJO FATAL,
ME ABRAÇOU E SE FEZ CONVENCER.
 
ÀS ESCURAS, MEU NORTE RUIU
E, DE NOVO, A PAIXÃO ME TRAÇOU.
FUI A FORÇA DA SOFREGUIDÃO,
A FRAQUEZA QUE DEUS ESCULPIU.
 
NOSSOS CRIMES, AS FUGAS E FÉS,
OS DISFARCES E TRANSPIRAÇÕES,
O MILAGRE DO SONHO MAIS VÃO.
(QUE SANGRIAS MOVEMOS NO FIM!)
 
SEUS ACORDES, CONTENTOS E VOZ,
OS IMPACTOS DAS SUAS CANÇÕES,
O MILAGRE DAS BOCAS E MÃOS.
(QUE FISSURAS VERTERAM DE TI!)
 
MEUS DELEITES, OS RISOS E AIS,
OS DESMANDOS DAS MINHAS RAZÕES,
O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO.
(QUE SAUDADES ESCONDO DE MIM!)
 

Abel Puro, em 2008.

Compartilhar

Cantou pra mim...

"Quanta saudade brilha em mim se cada sonho é seu. Virou história em sua vida, mas pra mim não morreu."(Milton Nascimento) Na foto, Abel.

Francisco Abel Mendes d`Almeida
07/10/2008