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Olhar

Olhar
Num olhar e no pensar
vi-me deitado a buscar
sem nada a ofuscar e
meu pranto jorrou num sem ar.
 
Seu corpo num lance se foi
Com ele sua alma me deixou
 
Num sentir sua alegria não era minha
Enquanto vivia a busca-la
Seus braços buscavam outro
Sem os lamentos daqueles que a cercavam
 
Seu riso se foi com ele,
um outro sem o tudo que eu tinha
partindo com isso minha vida
que agora so é, tão somente, sofrida
 
seus beijos foram ao longe
seus anseios deixaram minha porta
seu suor misturou aos dele
criando, assim, o caminho da morte
 
O tempo com ele de  juras e desventuras
se tornou um pedaço do cume de seu querer
e, sem querer foi ao longe
buscar um nada para aprender
 

Num so de adeus meu pranto jorrou
Buscando saber do tudo que disse
Se disse o que era seu
Ou se disse o que perdeu
 
Foi assim, com isso, que morri para nascer
Para buscar e aprender
Que de um nada sou feito
Do erro vou renascer
 

 

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Se trata da desventura daquele que perdeu e se encontrou na perda em minha sala, em casa

marcio spagnuolo
15/09/2008