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Pedintes.

[Ilustração não carregada]

 
 
 
 
 
Sublinhados pela fome
Sem ter não consome
Como reles pedintes
Nas portas a bater,
Sem porque merecer
Ficam tristes de ouvintes
E choram o padecer
Dos cruéis requintes
 
Emprego e salário
Filhos no berçário
É raro acontecer
De tudo são carentes,
A mercê dos onipotentes
Sofrem triste calvário
A pouco por fazer
Sem teto e sem lazer.
 
Nada no horizonte
Vendo minguar a fonte
Batem tristes em retirada.
Tentando sobreviver,
Cidade vem conhecer
Em baixo da ponte
Vê sua única morada
Num patético anoitecer.
 

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Construí este texto baseado no poema (Miserável) do nosso colega de site o Sr. Abel Puro pelo qual tenho muita admiração e respeito. Obrigado pelo carinho da visita ao saírem deixe um comentário ou uma simples critica.

Jose Aparecido Botacini
27/08/2008