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[Ilustração não carregada]

EU SOU RASO
COMO O CHARCO DOS PORCOS,
A VERGONHA DOS POVOS.
UM LETÁRGICO FILHO DE DEUS.
  
É OPACO
O MEU NAIPE DE CORES.
DESMEREÇO OS SABORES
DAS TORRENTES QUE PASSAM POR MIM.
  
EU TRAGO UMA HERANÇA DE CHAGAS
FINCADA NO PEITO,
QUE ME FURTA O SORRISO
CADA VEZ QUE TATEIO
UM MINÚSCULO SONHO
E SEU DOM DE FAZER-ME VOAR.


Abel Puro, em 2005.

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Cantou pra mim...

"Quem perdeu o trem da história por querer, saiu do juízo sem saber, foi mais um covarde a se esconder diante de um novo mundo."(Ronaldo Bastos) Na foto, Sonia.

Francisco Abel Mendes d`Almeida
28/04/2008