Site de Poesias

Menu

Razão do verso

[Ilustração não carregada]

NÃO ERA BRILHO
O QUE TINGIA A PELE,
MAS NÃO ERA FEIO.
TANTO NÃO ERA, QUE ARDIA O SOL
PERANTE UM VERDE DE ARREBATAR.
 
NÃO ERA A PAZ QUE MINHA ALMA BUSCA,
NEM UM CIGARRO, QUE MEU MEDO OFUSCA.
FOI SÓ INSTINTO, VÁCUOS QUE RESSINTO, PRAXE DE BRINCAR.
 
NÃO ERA AMOR
O QUE UNIA AS BOCAS,
MAS NÃO ERA FRACO.
TANTO NÃO ERA, QUE VAZAVAM GRITOS
NUM IDIOMA DE DESNORTEAR.
 
NÃO ERA O ÓPIO QUE MEU CORPO CLAMA,
NEM UM CHAMPAGNE, QUE A PAIXÃO INFLAMA.
FOI SÓ INFAME, SÓ MAIS UM VEXAME, TRAMA SINGULAR.
 
NÃO ERA ATROZ
O QUE CORTAVA O PEITO,
MAS NÃO ERA SANTO.
TANTO NÃO ERA, QUE TRAÍA A CHAMA,
RAZÃO DO VERSO E TIMÃO DA FÉ.
 
NÃO ERA O SONHO DOS DESAVISADOS,
NEM UM ESTORVO, CHEIO DE CULPADOS.
FOI ADORÁVEL, MAS IMPERDOÁVEL, COISA DE MULHER.


Francisco Abel Mendes d'Almeida, em 2008.

Compartilhar

Cantou pra mim...

"Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas."(Chico Buarque) Na foto, Cris, Abel e Ayrton.

Francisco Abel Mendes d`Almeida
25/04/2008