Brazão

Brazão

VEM

RELER A MINHA MÃO

E DESMENTIR O CÉU,

VILÃO DAS MADRUGADAS

SEM DORMIR.

 

DIZ

QUE HAVERÁ PERDÃO

PRA MINHA EMBRIAGUEZ,

PORÃO DAS PENITÊNCIAS

SURREAIS.

 

FAZ,

DA MINHA INTUIÇÃO,

RAIZ DA NOVA LEI,

BRAZÃO DO ANDARILHO

SONHADOR.

 

A SOMBRA ME CONVÉM,

A PROSA ME CONTÉM.

MEU DIA CEDE AO VERSO DA CANÇÃO.

 

UM BICHO ME ATRAI,

UM BARCO ME DISTRAI.

MEU NORTE NÃO REQUER OBSESSÃO.

 

 

Francisco Abel Mendes d'Almeida, 2003.

Cantou pra mim...

"Não quero saber quem sou, morro de medo. Nem quero saber aonde vou, é muito cedo. Talvez, se eu arrancasse de minha lingua um sinal. Talvez, se eu inventasse o juízo final." (Abel Silva)

Na foto, Abel.