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A morte da Esperança

[Ilustração não carregada]

Aves de rapina, monstros, criaturas.
Seres disformes e olhares malignos
nutrem-se do fim de todos os destinos,
enterrando-os em imundas sepulturas

Todos os sonhos, sinas e vontades
se extinguiram, todos, naquele instante.
E o desespero ergueu-se triunfante
nas ruínas das eternas crueldades

Tudo morre, tudo erra, tudo falha,
quando o fim nos enlaça em sua mortalha
nos afogando na desconfiança

Momento ímpar, o fim do universo,
o fim até, deste desprezível verso.
O fim trágico de toda a Esperança
 

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Bruno Henrique Pereira
21/12/2007