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Á SOMBRA DA LUZ

Tantas vozes, tantas vezes
o meu dizer em alto grito
sem compreensão a teus ouvidos
permanece como nada dito.
Por não falar a língua dos anjos
meu linguajar que é restrito
faz o grito emudecer
e deixa o coração aflito.
Do espírito distante
em finitude a essência te parece rito
e não mais sei como dizer
que tu és parte do que está escrito.
De tanto amar-te e estar perdida
caio, levanto, hesito
mas quando te encontro me encontro
tudo se torna bonito.
E para arrancar desencontros
ou desvelar certo mito
fico a escrever a vida
e depois a recito.
Levito, repito, repito...

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Budhi-Manas... Algo assim como estar habitando a Caverna de Platão. Goiânia, 18.12.07 - 20:57h


19/12/2007

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