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Ao poeta Mauro Veras

[Ilustração não carregada]

“Uma existência nesse mundo é pouca”
Para que derrames nessa rota louca
A imensidão que guardas de palavras tantas
Nessa alma poética, que por si só, encanta...
 
“Caçador de amor”, que de amor suplanta
Toda a infinitude, o que não se alcança,
Pra ser desbravador de alma inquietante
E abrandá-la em versos, mágicos instantes.
 
“Entre o abismo e o cismo da montanha dourada”,
Despejas teu lirismo, fazes jus à tua jornada,
Em meio às injustiças e fortes temporais,
Expandes tuas poesias, teus versos imortais.
 
Tens o dom da palavra, que usas como espada,
No combate ao desgoverno e às desigualdades,
E para transformares a mesma espada em flor
E com suavidade, ofertá-la ao teu amor!
 
Quisera ser a musa de tua inspiração,
 De meus sonhos imaturos, seres o ladrão,
Quem sabe a poetisa para quem versejas,
Ou mesmo a “Bobalinda”...em qualquer versão!
 
 
Mas ponho os pés no chão, abrando a empolgação,
Recolho os meus versos, deixo a admiração,
De uma poetisa, alma sonhadora e nua
Que volta a sonhar com estrelas, sóis e luas.
 
                                      Carmen Lúcia

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19/12/2007