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Reuniversos

O tempo todo tudo se divide em possibilidades infinitas, paralelas, e a verdade do mundo assim colide com ela mesma dita de outra forma, mas ainda bela, ainda vera, ainda crível; e na deliberação do possível a realidade se transforma na intersecção das dimensões mais tangíveis, mais plausíveis aos corações. Daí vem nossa sensação de real, nossa impressão unilateral, esquecendo que tudo o que podia ser pode ser que seja, pode ser que esteja em algum lugar, algum universo, e que um de nós, bifurcado, diverso, opositor, o veja (inverso e alterado) como verdade maior.

E se incontáveis poetas de mim se originam a cada instante, suas prováveis instâncias imaginam seus versos mutantes em minhas mentes cada vez mais distantes (de várias distâncias!), embora congruentes. Por aqui afora a rima se multiplica sem fim, o que implica que assim como há chances inúmeras de escolhas, há também nuances de poema em diferentes mesmas folhas, afins...

Mas tenho pra mim um teorema absurdo de que só quando em todos os mundos colaterais a idéia converge, somam-se os sinais de amplitudes multidimensionais e em todos os eus o poema eclode, e nasce sendo a plenitude de tudo aquilo que pode (de tudo o que eu pude): de fantasia; de belo; dicotomia; diverso; do elo!

É assim que a poesia une versos paralelos...

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Ouvi falar que o artista Fábio Paradela foi quem primeiro usou a expressão "Une Versos Paralelos"...
(Unindo versos "Paradelos")...

Engenheiro Italiano
26/07/2007