Dona Esperança

Dona Esperança


Pela rua vaga lembrança
Em tua poesia morar
A Dona Esperança
Que sonhou em amar
Mas foi em vão
De nada adiantou
Pobre acreditou
Aquele coração
Que tanto amou
E o Poeta o ignorou
Deu versos
E a alma
Dispersos
E a calma
De nada adiantou
O outrem não tocou
Nem se quer amou
Ontem, hoje e amanhã
Noite, tarde e manhã
Deu o dia com o Sol
A noite com a Lua
O arrebol e a chuva
De nada adiantou
Quisera outra estrela
A descrevê-la
Com simetrias
Fizera poesias
E o coração palpita
Quando vê a rima
Daquele coração
Que sofre desilusão
De nada adiantou
Esconder o que sonhou
O caração ainda padece
Quando vê o que não
esquece...

(28/05/2007)

Jaque Barbate
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