Sigo

Sigo pela estrada, deserta, onde se embala
o pranto dos olhos, cujos quais, não choram, apenas, tristes,
tentam em vão, derramar uma lágrima.
Uma angustia me envolve, sofrimento tamanho que não resisto e me submeto à sua dor,
e neste pesadelo que minha vida se torna, vertida é o sofrer a meu ser.
Tristeza, angustia, sofrer. Solidão.
Saudade de tempos onde apenas existia alegria, tempos esquecidos, tempos enterrados.
Hoje, somente pesar, onde não se tem paz, onde a dor, contente, toma meu âmago
e acaricia meu corpo,
onde a morte seria uma amiga,
que susteria minha vida, e nela
poderia ter prazer, onde a vida,
sem sentido não mais importa,
apenas existe, onde o âmago
se torna no amargo e o sofrer
na decadência do meu ser.
A vida, só viver. Sem motivo ou razão.
Não mais resisto, não mais sustento,
agora aguardo a mãe morte acariciar meu corpo e levar-me para o descanso,
cujo qual, não mais verei,
não mais terei sentimentos,
não mais terei dor, angustia ou sofrer,
vida ou viver, então terei paz,
pois não mais sentirei o que sinto
pôr você.

Renato Barbosa
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