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O inverno e o inferno

De noite, somente quando
Entriste os meus sentimentos
Vem o martírio dos meus tormentos
e a musa, me atormentando.


A luz das estrelas
Me estimula o coração
Grito à elas Oh! Minha paixão!
Como posso tê-las?


Agora é cedo, e a glória me invade
Na inspiração matinal.
Já, os versos desta paixão infernal
Chega só depois do fim de tarde


Arde em minha poesia
O fogo do inferno
Pois, a musa do inverno
Só vem no fim do dia


Mesmo, que eu alce vôo cedo
Divino! Mas só posso amar
A musa que comigo vai estar
quando o sol fugir com medo.


O fogo obscuro, tentado
Ofusca a "cinética" de minha mente
Queima, queima, queima e quente
Fica, minha cabeça de dragão alado.


É o meu dilema dentre
A glória e a tentação
Eis a controvérsia de minha inspiração
Que faz-me inconformar, sempre.


Se a lua junto ao Sol existiria
Sem glória e sem musa os versos
Meus e de todo o universo
Não terminariam por ser poesia.

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Ah, se a lua pudesse ver o dia, e se o sol pudesse ver a noite, um beijo ia acontecer, o amor completo e o surgimento da glória e da paixão fria da noite, iam se merecer...E poeta eu não mais seria... Guarulhos-SP


16/12/2006