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O dom da vida

Quando se rompe a platitude,
Belo, o mundo se nos apresenta de repente.
E o olhar alcança a infinitude
Da vida, além dos óbices, contente;

Posto que o ato de fechar/abrir
O entusiasmo é simples questão de atitude;
Como a força que se faz, amiúde,
Para chorar e/ou sorrir.

Sobretudo, quando ao derredor
Do cotidiano, há jardins e rosas a florir
E cá dentro, pulsar plausível do amor

Escancara, refletido em gestos mínimos,
Que aos quatro cantos reverberam.
Só por isso o dom da vida já é lindo.

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Para a Lua, não a que vive no infinito, mas para uma Lua que vive num lugar qualquer... 31/08/2006

Cid Rodrigues Rubelita
31/08/2006