Para Ana Flávia

Pétala levada pelo vento da manhã,
Cujo perfume ainda enebria a minha vida.
Derramei minh’alma diante de ti.
Diante da tua graça que reluz.

Vinte e seis anos de saudade e de procura.
Vinte e seis anos de silencioso pranto...
Mas, pelo amor que não morreu,
Pelos dias felizes juntos vividos,
Pela alegria que ainda tens sido!
Pelo esplendor que nunca deixaste de ser!...
Ainda vives em mim!

“Onde vá, vá para ser estrela!
As coisas se transformam, e isso não é bom nem mal.
E onde quer que eu esteja, o nosso amor tem brilho, vou ver o teu sinal!”
(Oswaldo Montenegro)

Mesmo nascida da voz rouca,
Canto com amor, esta canção sem qualquer desatino.
Com ela louvo à Deus em singela oração,
Em acordes simples, de melodia suave.
Então, por favor compreenda...
Cantar, onde quer que seja,
Renova-me a alma e o coração.

Laércio Lamana
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