Algoz, o destino.

E tendo como algoz o próprio destino,
Mergulhava nas águas da solidão.
Era escuro e frio o seu caminho
Era vida por vida, sem emoção.

E como é difícil ser sozinho,
Vagar nesse mundo, mar de amplidão.
E como é triste sofrer sem carinho,
Sem um querer, um amor, uma ilusão.

Aos ventos soprava em confissão,
Desejos, sonhos não mais que quimeras.
E os dias a passar se seguiam,
E as horas, somavam em esperas.

E quando só nos sentimos,
Mal maior não pode haver.
Não saber o por quê de existirmos,
Não compreender o por quê de viver.

Jrunder (JRUnderavícius)
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