Difícil perdão.


Quase que impossível!
Não sabia, até então,
O quanto que era difícil,
O verdadeiro perdão.

Que estrago fazem as mágoas,
Que chegam em aluvião.
Invadem a nossa calma,
Machucam o coração.

É dor perene, não cessa,
Não dá tréguas. Não tem jeito!
É cicatriz, é ferida!
Marca indelével no peito.

Por mais que tentemos, não passa.
Não conseguimos fazer
Essa dor que nos persegue
Sumir... Desaparecer.

O frio gume cortante,
Que nosso querer  ultraja,
Foi forjado na bigorna,
Por quem mais se confiava.

Jrunder (JRUnderavícius)
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