Versos talhados

Levo em meu peito, versos talhados,
No gume da espada, no rubro da chama!
Calor que arde e transforma em pecados
Desejos que tal como éter se inflamam.

Gravei em Minh ’alma seu nome e seu rosto,
E nem toda uma vida irá apaga-los.
Segredos da mente e do coração,
Pertencem a quem ousar em guarda-los.

Na beira do abismo, se vive ou se morre,
E do mal de amar, ninguém nos socorre.
Resta-me então ter o que nunca tive!

Ser a poesia, que envolve a paixão,
Ou a alforria, desta escravidão,
Pois da dor do amor, não se sobrevive...

Jrunder (JRUnderavícius)
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