PRIMAVERA

Quando a primavera passar,

os versos insegurosdo meu poema

terão palavras vazias.

Involuntários,sem pressa,

com desdém, num gesto tímido,

sutilmente deslizarão num papel,

sem se ater com que minha alma sente.


Os seus substantivos estrangulados,

apenas se fartarão de algumas pobres rimas;

cores … resplendores … flores …amores…

Sem lamúrias , os versos indolores,

não dirão absolutamente nada,

daquilo que dilacera e queima a minha alma.

Madalena
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