Platonicus

 

Deixe enfim que te ame,
Como um louco ama em loucura.
Que te olhe ao longe passar,
E esmoreça de tanta ternura.

E imaginando momentos.
Tão nossos mas nunca existentes,
Possa viver, de forma eloquente,
A magia dos meus pensamentos.

Deixe que te abrace nas sombras,
De um candeeiro a fulgir
Unindo assim nossos corpos,
Em um único existir.

E imagine o sabor de seus beijos,
E o suave roçar de suas mãos.
Deixe enfim que te ame,
Mesmo que seja ilusão...

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Jrunder
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