Meu Açaí

 

Sendo alto, brasileiro, negro e cativo é

Fruto peculiar, agradável a quem te conheça

Venero-te Jussara, desde que a conheço, do pé  

Ao enrolar dos cachos de sua cabeça

 

Como dança livre no vento, novo em seu caminho

De cabo a rabo, chega a provocar em mim ciúme a pino

Fruta tenra a encantar a qualquer novo passarinho

E eu longe a torcer, para cair em mim, seu próximo destino

 

Até quando eu a você, em sintonia, podendo

sentir, na fome de novo, o amor na língua ao partir

Vou, assim que o encontrar, a cada momento

Desfrutar contigo o prazer, meu adorado açaí.

Guilherme dos Anjos Nascimento

Guilherme dos Anjos Nascimento
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